ANNIE, UMA PORTUGUESA NA REVOLUÇÃO CUBANA
Annie é filha única do major Silva Pais, diretor-geral da polícia política portuguesa, casada com um diplomáta suiço, Raymond Quendos. O marido da Annie é indicado pra trabalhar em Havana, na embaixada suiça, início dos anos 60. Annie e o marido Raymond vivem as três primeiras décadas da revolução catrista e alguns dos principais momentos:
1961-o nascimento dos CDR'S,
1962- crise dos misséis,
1967- o luto pela morte do CHE GUEVARA,
1970- a batalha dos dez milhões de toneladas de açúcar,
1974- a partida para Angola dos primeiros soldados cubanos,
1983- a invação de granada pelos norte- americanos,
1985- os efeitos da glasnost, Perestroika e
1989- o julgamento do General Arnaldo Ochoa...
O livro passa por estes acontecimentos, mas foca a vida apaixonada de Annie. Seus romances correspondidos ou não. Primeiro pelo Che Guevara, depois por René Vallejo, comandante do exercíto rebelde e médico particular de Fidel; pelo General Salas dos serviços de inteligência cubanos, e ainda por Pepe Abrantes, ministro do interior.
A história fica mais emocionante quando 07 de agosto de 1969, Annie pede asilo político. Cuba, prestava ajuda militar e financeira aos movimentos de libertação das colônias portuguesas. A situação ficou complicada:- a filha do diretor da PIDE, pede asilo pólitico a um país comunista, após trocar o marido diplomáta suiço, por um militar cubano de alta patente e tudo isto num momento em que começa a decair o estado de graça da revolução cubana.
É UM LIVRO APAIXONANTE, EMOCIONANTE E COM ALTO TEOR HISTÓRICO. VALE A PENA...
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